Nem sempre temos de olhar para a vida de uma forma colorida. Por vezes, a cor retira-nos um pouco da realidade que nos faz falta sentir. Por vezes necessitamos da ausência, para sentir a força da saudade.
Um olhar, uma imagem, uma vida a preto e branco, dá-nos a oportunidade de a colorirmos com os tons que desejamos. Tal como uma folha de papel vazia de imagens. Tal qual uma folha seca, que caíu, faz tempo de uma àrvore que mesmo assim ainda lhe dá sombra. Um tronco de uma árvore, só, vazio de cor e de folhas ausentes, agora por aí espalhadas ao sabor do vento.
A dor, presente em todos nós. Hoje, ontem ou num outro dia qualquer, fez com que déssemos valor às coisas mais insignificantes. Às coisas apelidadas de insignificante, mas que na realidade são iguais a tantas outras. Diferentes apenas porque umas têm cores, outras não. Apenas por isso!









Caminho pelas cores da vida, saboreio os tons da Natureza, olho para o horizonte e aguardo que a tua silhueta seja moldada pela sombra da Lua.
Não, não sei se tu vens! Mas não importa se vens!
Eu espero!...

...por ti, sim aqui, sentado nas minhas margens!
















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