Página Inicial Data de criação : 09/06/14 Última actualização : 10/01/21 23:23 / 96 Artigos publicados
 

Vangelis - Aplha  Inserido Saturday 10 October 2009 16:16

E, se pudéssemos viajar, assim?

Voltaríamos atrás?

Bone Voyage!

Link permanente

Chariots Of Fire (live at the Mythodea Concert) - Vangelis  Inserido Monday 05 October 2009 20:39

The Chariots Of Fire theme performed by Vangelis as an encore of 
the Mythodea Concert at the Temple of Olympian Zeus in Athens on
 
June 28, 2001. The soundtrack of "Chariots of Fire" won the
Oscar ...
Link permanente

Manuel Freire, A PEDRA FILOSOFAL de António Gedeão  (ESCRITOS E DITOS) Inserido Sunday 27 September 2009 19:52

 

Bonjour, mon amis. Comment trouvez-vous cette musique, mais ne comprend pas le portugais, j'ai eu l'affection de vous pour traduire la lettre.

 

Poeme, António Gedeão

 

Stone  Philosophe

Ils ne savent pas que le rêve est une réalité de la vie réelle et définie comme quelque chose d'autre,

 comme cette pierre grise où je suis assis et au repos,

 car cette rivière douce en surprises calme,

comme ces grands pins au vert et or remuer,

comme ces oiseaux à crier et à l'ivresse de bleu.

 

ils ne savent pas que le rêve

est le vin, il est en mousse, il est la cuisson,

álacre de compagnie et de la soif, le museau pointu, qui opposent à travers tout

en perpétuel mouvement.

 

Ils ne savent pas,

c'est que l'écran du rêve est la couleur, c'est la brosse, la base, un puits,

Capitel, les arcades, les vitraux, clocher de la cathédrale,

 le contrepoint, la symphonie, le masque de grec, de la magie, qui est cornue d'alchimiste, la carte du monde bien , Rose-des-vents, Infante, caravelle du XVIe siècle, ce qui est du cap de Bonne-Espérance, l'or, la cannelle, feuille d'ivoire avec une épée, rack, pas de danse,

Colombine et Arlequin, passarola battant, paratonnerres, d'une locomotive, d'un bateau festive d'étrave, four, génératrice, le fractionnement de l'atome, le radar, les ultrasons, la télévision, le débarquement de roquettes sur la surface lunaire.

 

Ils ne savent pas,

ou rêve, le rêve qui anime la vie que chaque fois qu'un homme les rêves du monde et des sauts de bornes, que la boule de couleur dans les mains d'un enfant.

Alquimia e a PEDRA FILOSOFAL

PEDRA FILOSOFAL,

um poema de António Gedeão.

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da  vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer


como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos

como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam
como estas árvores que gritam
em bebedeiras de azul

eles não sabem que sonho
é vinho, é espuma, é fermento
bichinho alacre e sedento
de focinho pontiagudo
que fuça através de tudo
no perpétuo movimento


Eles não sabem que o sonho
é tela é cor é pincel
base, fuste ou capitel
arco em ogiva, vitral

Pináculo de catedral
contraponto, sinfonia
máscara grega, magia
que é retorta de alquimista

mapa do mundo distante
Rosa dos Ventos Infante
caravela quinhentista
que é cabo da Boa-Esperança

Ouro, canela, marfim
florete de espadachim
bastidor, passo de dança
Columbina e Arlequim

passarola voadora
pára-raios, locomotiva
barco de proa festiva
alto-forno, geradora

cisão do átomo, radar
ultra-som, televisão
desembarque em foguetão
na superfície lunar

Eles não sabem nem sonham
que o sonho comanda a vida
e que sempre que o homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos duma criança


ANTÓNIO GEDEÃO (RÓMULO DE CARVALHO)

Poeta, professor e historiador da ciência portuguesa. António Gedeão, pseudónimo de Rómulo de Carvalho, concluiu, no Porto, o curso de Ciências Físico-Químicas, exercendo depois a actividade de docente. Teve um papel importante na divulgação de temas científicos, colaborando em revistas da especialidade e organizando obras no campo da história das ciências e das instituições, como A Actividade Pedagógica da Academia das Ciências de Lisboa nos Séculos XVIII e XIX. Publicou ainda outros estudos, como História da Fundação do Colégio Real dos Nobres de Lisboa (1959), O Sentido Científico em Bocage (1965) e Relações entre Portugal e a Rússia no Século XVIII (1979).
Revelou-se como poeta apenas em 1956, com a obra Movimento Perpétuo. A esta viriam juntar-se outras obras, como Teatro do Mundo (1958), Máquina de Fogo (1961), Poema para Galileu (1964), Linhas de Força (1967) e ainda Poemas Póstumos (1983) e Novos Poemas Póstumos (1990). Na sua poesia, reunida também em Poesias Completas (1964), as fontes de inspiração são heterogéneas e equilibradas de modo original pelo homem que, com um rigor científico, nos comunica o sofrimento alheio, ou a constatação da solidão humana, muitas vezes com surpreendente ironia. Alguns dos seus textos poéticos foram aproveitados para músicas de intervenção.
Em 1963 publicou a peça de teatro RTX 78/24 (1963) e dez anos depois a sua primeira obra de ficção, A Poltrona e Outras Novelas (1973). Na data do seu nonagésimo aniversário, António Gedeão foi alvo de uma homenagem nacional, tendo sido condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Sant'iago de Espada.


A Pedra Filosofal (Medicina Universal, Lápis Filosoforum) era o principal objetivo dos alquimistas. Segundo a lenda, era um objeto que poderia aproximar o homem de Deus. Com ela o alquimista poderia transmutar qualquer metal inferior em ouro, como também obter o Elixir da Longa Vida que permitiria prolongar a vida indefinidamente. O trabalho relacionado com a pedra filosofal era chamado pelos alquimistas de "A Grande Obra" (ou "Opus Magna", em latim. A lenda da pedra filosofal não existe na alquimia chinesa.

Aparentemente, o trabalho de laboratório dos alquimistas na busca pela pedra filosofal era, na verdade, uma metáfora para um trabalho espiritual. Neste sentido, a transmutação dos metais inferiores em ouro seria a transformação de si próprio de um estado inferior para um estado espiritual superior.

A busca por esta pedra filosofal é, em certo sentido, semelhante a busca pelo Santo Graal das lendas arturianas. Em seu romance Parsifal, Wolfram von Eschenbach associa o Santo Graal não a um cálice, mas a uma pedra que teria sido enviada dos céus por seres celestiais e teria poderes inimagináveis.


 

Link permanente

MENSAGEM, MARIA BETHÂNIA  (ESCRITOS E DITOS) Inserido Sunday 27 September 2009 19:45

Mensagem

Maria Bethânia

Quando o carteiro chegou e o meu nome gritou
Com uma carta na mão
Ah! De surpresa, tão rude,
Nem sei como pude chegar ao portão
Lendo o envelope bonito,
O seu sobrescrito eu reconheci
A mesma caligrafia que me disse um dia
"Estou farto de ti"
Porém não tive coragem de abrir a mensagem
Porque, na incerteza, eu meditava
Dizia: "será de alegria, será de tristeza?"
Quanta verdade tristonha
Ou mentira risonha uma carta nos traz
E assim pensando, rasguei sua carta e queimei
Para não sofrer mais

Todas as cartas de amor são ridículas,
Não seriam cartas de amor, se não fossem ridículas
Também escrevi, no meu tempo, cartas de amor como as outras, ridículas
As cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas
Quem me dera o tempo em que eu escrevia, sem dar por isso, cartas de amor ridículas
Afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas

Porém não tive coragem de abrir a mensagem
Porque, na incerteza, eu meditava
Dizia: "será de alegria, será de tristeza?"
Quanta verdade tristonha
Ou mentira risonha uma carta nos traz
E assim pensando, rasguei sua carta e queimei
Para não sofrer mais

Quanto a mim o amor passou
Eu só lhe peço que não faça como gente vulgar
E não me volte a cara quando passa por si
Nem tenha de mim uma recordação em que entre o rancor
Fiquemos um perante o outro
Como dois conhecidos desde a infância
Que se amaram um pouco quando meninos
Embora na vida adulta sigam outras afeições
Conserva-nos, escaninho da alma, a memória de seu amor antigo e inútil

Link permanente

PERDIDAMENTE - FLORBELA ESPANCA  Inserido Sunday 27 September 2009 19:19

Ser poeta


 

Florbela Espanca

 

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens!  Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Link permanente